Esta coleção cerâmica resulta da observação de artefactos arqueológicos e da olaria tradicional portuguesa, explorando a forma como o tempo e a transformação deixam marcas na matéria. A fragmentação, o desgaste e a erosão são assumidos como elementos expressivos, valorizando a memória inscrita nos objetos.
As peças foram desenvolvidas em grés branco com chamota, produzidas na roda de oleiro e posteriormente intervencionadas através de desgaste manual, fragmentação e aplicação subtil de cor. Estas operações permitiram evidenciar a textura e a materialidade da cerâmica, reforçando a presença do processo na construção da linguagem formal.